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Proteína no líquido cefalorraquidiano prevê progressão do Alzheimer 3 anos antes

Um novo estudo na Nature Communications revela duas proteínas no líquido cefalorraquidiano que preveem quem irá progredir para demência em cerca de dois a três anos. Um marcador de pesquisa promissor, ainda não disponível para uso clínico.

⏱️3 Lendo minutos ✍️Reverse Aging 👁️228 Visualizações

Um dos maiores problemas no Alzheimer é o diagnóstico tardio. Quando o paciente é diagnosticado, o dano já está avançado. Um novo estudo na Nature Communications traz uma novidade: duas proteínas no líquido cefalorraquidiano que podem prever quem passará de MCI para demência.

As proteínas: NPTX1 e NPTXR

NPTX1 e NPTXR (Neuronal Pentraxin) são proteínas cuja função é manter as sinapses. Quando seus níveis diminuem no líquido cefalorraquidiano (LCR), é um sinal de que as sinapses estão se deteriorando, um primeiro sinal de Alzheimer.

O estudo

Uma equipe internacional recrutou 635 participantes em dois grupos separados, na China e Noruega, ao longo de todo o espectro da doença. Eles foram medidos em NPTX e também em marcadores estabelecidos: pTau181 e Neurofilament Light Chain (NfL).

Principais descobertas

  1. Correlação com o estágio da doença: Os níveis de NPTX diminuem com a progressão do Alzheimer
  2. Correlação com danos na ressonância magnética: Afinamento do córtex cerebral em áreas vulneráveis ao Alzheimer
  3. Previsão de progressão: Níveis baixos na linha de base preveem a transição para demência em cerca de dois a três anos
  4. Complemento aos marcadores existentes: NPTX frequentemente superou ou complementou pTau181 e Neurofilament Light Chain (NfL)

Por que isso importa?

Novos medicamentos como lecanemab custam cerca de US$ 26.500 por ano (e o custo total do tratamento, incluindo monitoramento e exames de imagem, é ainda maior) e vêm com efeitos colaterais. Um marcador que prevê quem provavelmente irá piorar pode, no futuro, ajudar a direcionar o tratamento.

O que isso significa para você?

É importante entender: NPTX é atualmente um marcador de pesquisa promissor, não um teste clínico disponível ou validado para uso médico. Os próprios pesquisadores enfatizam que estudos maiores são necessários antes que isso possa ser traduzido para a prática clínica. Atualmente, quem tem queixas de memória ou histórico familiar de Alzheimer pode consultar um neurologista sobre os marcadores já existentes (como pTau181 e Neurofilament).

A conclusão

Uma pesquisa inicial sugere que um único teste pode prever a deterioração anos antes. Se a descoberta for confirmada em estudos adicionais, isso pode abrir uma janela para intervenção precoce, que geralmente está associada a melhores resultados.

Fontes e citações

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