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Sistema imunológico

Descobriu-se que robôs biológicos estimulam o crescimento de neurônios quando estão livres!

Cientistas da Universidade Tufts fizeram uma descoberta inovadora: as células das vias aéreas dos nossos pulmões, geralmente conhecidas como células estacionárias, são capazes de se transformar em robôs biológicos móveis que podem estimular o crescimento de neurônios em uma placa de laboratório. Imagine um mundo onde as células do seu corpo, aquelas conhecidas como estacionárias e sem capacidade de movimento, se transformam em robôs minúsculos. Neste estágio, os resultados foram obtidos apenas em condições de laboratório...

⏱️4 Lendo minutos ✍️Reverse Aging 👁️1,034 Visualizações

Cientistas da Universidade Tufts fizeram uma descoberta inovadora: as células das vias aéreas dos nossos pulmões, geralmente conhecidas como células estacionárias,
são capazes de se transformar em robôs biológicos móveis que podem reparar tecido nervoso danificado em laboratório.

Imagine um mundo onde as células do seu corpo, aquelas conhecidas como estacionárias e sem capacidade de movimento, se transformam em robôs minúsculos capazes de reparar tecidos danificados.
Parece ficção científica? Pois bem, não mais!
Pesquisadores da Universidade Tufts fizeram uma descoberta inovadora: as células das vias aéreas dos nossos pulmões, chamadas de "células epiteliais",
são capazes de se transformar em "anterrobôs" biológicos móveis que podem estimular o crescimento de neurônios em uma placa de laboratório.

No passado, era comum pensar que as células epiteliais das vias aéreas dos pulmões serviam apenas como "guardiãs" - filtros que neutralizam substâncias nocivas do ar que respiramos.
No entanto, os pesquisadores de Tufts desafiaram essa visão tradicional.
Em vez de cultivar as células das vias aéreas dentro de uma matriz semelhante a um gel que as mantém no lugar, eles usaram um meio líquido que permitiu que as células se movessem livremente.
Essas condições fizeram com que as células se organizassem espontaneamente em esferas móveis impressionantes, impulsionadas por pequenos "cílios" semelhantes a pelos.

Avanço científico:

Esta descoberta, publicada no respeitado periódico científico Advanced Science, apresenta uma visão completamente nova sobre o funcionamento das células humanas.
Até agora, era comum pensar que as células das vias aéreas, chamadas de células epiteliais, serviam apenas para ajudar a neutralizar substâncias nocivas do ar que respiramos.
No entanto, essas pesquisas mostram que essas células têm um potencial imenso adicional: capacidade de movimento, capacidade de auto-organização e capacidade de estimular o reparo de tecidos em condições de laboratório.

O nascimento dos anterrobôs:

Essas esferas móveis, chamadas de "anterrobôs", demonstraram propriedades fascinantes:

  • Movimento autônomo: Os anterrobôs são capazes de se mover de forma independente dentro do líquido, usando seus cílios como motor.
  • Capacidade de auto-organização: As células se organizaram espontaneamente em esferas móveis, sem necessidade de intervenção externa.
  • Estimulação do crescimento de neurônios em laboratório: Quando anterrobôs foram colocados sobre uma camada danificada de células nervosas humanas em uma placa de laboratório, eles causaram o crescimento de novo tecido nervoso ao longo da área danificada. É importante notar que o resultado foi observado apenas em cultura de células, e os próprios pesquisadores enfatizam que ainda não sabem exatamente como o processo ocorre.

Pesquisa semelhante: Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Harbin (Harbin Institute of Technology), na China, demonstrou uma capacidade semelhante em glóbulos brancos.
Essas células, conhecidas como parte do sistema imunológico, foram utilizadas como "robôs" minúsculos para transportar medicamentos de forma direcionada a tumores no cérebro, atravessando a barreira hematoencefálica (pesquisa publicada no periódico Science Robotics em 2021). Trata-se de uma aplicação de transporte de medicamentos, e não de reparo de tecidos.

Implicações de longo alcance:

Esta descoberta abre caminho para um novo mundo de possibilidades potenciais na medicina regenerativa.
Talvez no futuro, se a pesquisa avançar do laboratório para o corpo vivo, possamos usar esses anterrobôs para reparar órgãos e tecidos danificados e até mesmo lidar com processos de envelhecimento.
No entanto, neste estágio, trata-se apenas de possibilidades futuras especulativas: todos os resultados até agora foram obtidos em condições de laboratório, e ainda há um longo caminho até a aplicação médica em humanos.

Referências:
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/advs.202303575


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